29 de março de 2016

Recursos didáticos versus Tecnologia

Até o final do século 20, os re­cursos didáticos utilizados nas escolas se restringiam a livros didáticos, lousa, aula expositiva e trabalhos em grupo. Hoje, embora recursos multimídia também sejam usados, as aulas ainda mantêm aquela estrutura em que os conhecimentos, ha­bilidades e tarefas são apresen­tados pelo professor e a ativi­dade dos alunos é receptiva e, em muitos casos, passiva. Em­bora ainda sejam válidos, esses recursos não evidenciam liga­ção com a revolução que está acontecendo fora da sala da aula – e que afeta diretamente a vida dos alunos, que já ado­taram uma postura bem mais ativa na busca de outros tipos de conhecimento na internet.

O fluxo de informações re­cebidas pelos meios tecnológi­cos e pela conexão constante também está ligado a uma al­teração significativa da capa­cidade de concentração da ge­ração atual. (...)

Mas já existe um esforço para adotar a tecnologia na sala de aula, muitas vezes de forma independente e, por teste dos professores: alguns deles pos­tam aulas e disponibilizam conteúdos informativos e ta­refas utilizando-se das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação). Além disso, é comum que professores (ou até diretores escolares) e alu­nos estendam sua relação para as redes sociais, abrindo cami­nho para tirar dúvidas e trocar informações fora do horário de aula.

A pesquisa “Juventude Conectada” constatou que os jovens se mostram abertos e receptivos à amizade e ao com­partilhamento online de con­teúdos com seus professores e outros membros da hierar­quia escolar, valorizando a sua disponibilidade para orientar e tirar dúvidas por e-mail e Fa­cebook. “Isso aproxima profes­sor e aluno. (...)

A internet também é grande aliada como fonte de conhecimentos complementa­res. Cerca de 75% dos jovens dizem já ter utilizado a rede na escola a fim de obter infor­mações para atividades pro­postas em aula. Outros 54% concordam que a internet per­mite o preparo e a autoavalia­ção para provas e testes como o Enem, vestibulares e concur­sos públicos, e 45% concordam total ou quase totalmente que na internet aprenderam coisas úteis para suas vidas ou para o seu trabalho, que não apren­deriam na escola ou mesmo na faculdade.

“Há, portanto, que se reconhecer que, para o jovem brasileiro, a internet é uma ferramenta complemen­tar à escola no seu aprendi­zado cotidiano, exercendo tanto funções de apoio às roti­nas, procedimentos e currícu­los educativos formais quanto aportando conteúdos e sabe­res que extrapolam os conhe­cimentos que circulam den­tro dos estabelecimentos de ensino”, conclui o estudo.

BIBLIOGRAFIA
PRADO, Ana. Entendendo o aluno do Século 21 – E como ensinar a essa nova geração. Geekie – Educação & Evolução, Junho/2015.
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